
Pastorais Março de 2009 01 de março: O trânsito da volta Não foi surpresa pra ninguém. Ao retornarmos de nosso retiro de carnaval pegamos a estrada bastante congestionada. Além do esperado, uma forte chuva diminuiu ainda mais a velocidade dos viajantes. Todos os anos somos vitimados pelo trânsito intenso às vezes até mesmo na ida. Mas, tudo nos traz lições. Vale à pena pegar o trânsito da volta. Quando o “ir” é uma boa decisão, refletida, da vontade de Deus, chegamos bem ao nosso destino. Quando o voltar também faz parte da vontade de Deus, a alegria é igual. Claro que não me refiro ao trânsito de carros, mas falo dos caminhos da vida. Por vezes, saímos sem mapa, até mesmo sem rumo, como verdadeiros aventureiros, como se pudéssemos guiar as nossas próprias vidas. As estradas esburacadas, os barrancos da vida, a sinalização errada, acabam com a “suspensão” do nosso viver. Alguns, mesmo sabendo que se dirigem para o fim do caminho, preferem não voltar. Outros, arrependidos, alertados do erro que cometeram, humildemente retornam ao lugar de origem. Para esses, o retornar foi a decisão mais sábia de suas vidas. Mesmo sabendo que enfrentarão a mesma estrada esburacada, mesmo sabendo que terão que exercitar a paciência nos congestionamentos, prevalecerão, pois entenderam que errar é um fato, mas sempre há uma possibilidade de retorno para aqueles que querem viver pertinho de Deus.
Do seu pastor, Sidney Roberto.

08 de março: As mulheres 08 de Março, Dia Internacional da Mulher. Data criada para protestar, manifestar, diminuir as desigualdades.
Biblicamente, vocês mulheres, saibam: “Homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus”. Por toda a Bíblia participaram em lugar de destaque. Numa época em que todas as culturas “escondiam” os nomes e os feitos femininos, a Bíblia narra com êxito a participação de valorosas servas do Senhor. Deus havia criado o homem. Percebeu que este estava sozinho. Necessitava de alguém que estivesse junto, ao seu lado. Criou a mulher, juntos tornaram-se inteiros. Linda poesia, sábia verdade, infinita sabedoria. Deus sabe o que faz. A vocês mulheres, o nosso reconhecimento. Sem vocês não seríamos. Com vocês nos tornamos seres. Deus abençoe as mulheres desta igreja. Deus abençoe as mulheres de todo o mundo. Valorosas são vocês para Deus. Valorosas são vocês para nós. Em nome de todos os homens, Pr. Sidney 15 de março: Nascidos para que?
Durante esta semana deparei-me com um grupo de jovens que, aparentemente, perambulavam pela rua sem destino. Como estes, sabemos que muitos não possuem a menor idéia do motivo de sua existência. Fico a pensar na tristeza dessas vidas. Acordar e dormir sem saber para quê vive. Viver um dia após o outro sem se questionar a razão de viver, sem planos, sem metas, sem qualquer objetivo. Por isso, sempre afirmo que um indivíduo só sabe o que é vida quando descobre para quê Deus o criou. Diz a palavra de Deus que Ele nos criou para “o louvor da glória da sua graça”, ou seja, nascemos para alegrar a Deus com as nossas atitudes, nascemos para gerar alegria ao coração de Deus com aquilo que fazemos. Para isso, compreendo que só tem essa iniciativa quem conhece a Jesus como salvador. Entendo também que nem todos os que possuem Cristo no coração conhecem a razão da sua existência nem muito menos vivem para Deus. Isso também é triste. Só em saber que como “filhos da luz” não reluzimos à imagem de Cristo, que decepção. Todas as vezes que erramos o alvo, pecamos, entristecemos o coração de Deus. Ele então nos diz: “Não foi pra isso que eu criei vocês”. Ah irmãos, foram palavras semelhantes a estas que Adão e Eva ouviram. Não podemos imitá-las, entristecendo o nosso Criador, Sustentador e Salvador.. Vivamos um cristianismo melhor, Bíblico, onde a glória de Deus seja o nosso alvo. Do seu pastor, Sidney Roberto.

22 de março: Pessoas Compartilhando Jesus Crer em Cristo Jesus é o único caminho para quem quer reconciliar-se com Deus. Isso mesmo, reconciliar-se, pois, todos nós, desde a queda do homem lá em Adão estamos separados de Deus. Quem crer em Jesus Cristo será salvo. O que não crer permanecerá condenado, aprisionado ao pecado. Quando aceitamos a Jesus como salvador, o amor de Deus por nós abunda o nosso ser. Este amor é tão grande, tão grande, tão grande que não cabe em nós mesmos. Daí, por não caber dentro dos nossos corações, queremos, podemos e precisamos compartilhar Jesus a outras pessoas. É sintomático, recebemos o amor de Deus, este enche o nosso ser, extravasa, “sai pelo ladrão”, distribuímos, compartilhamos aos que estão ao nosso redor. Nem sempre como crente em Cristo Jesus temos essa disposição de compartilhar o evangelho. Não é estranho? Quais seriam os motivos? Apresento alguns... a) Nunca é falta de tempo. O que nos falta é a consciência de que as pessoas que não aceitarem a Cristo irão para o inferno. b) Egocentrismo. Vivemos tão preocupados com as nossas vidas neste mundo pós-moderno, que não conseguimos perceber os que estão ao nosso redor. c) Não é falta de amor. Mesmo não tendo como mensurarmos o amor de Deus por nós, se de fato somos de Cristo, o amor dele enche o nosso interior. Será que não queremos compartilhar esse amor? d) Vergonha? Muitos não querem assumir um compromisso com Cristo diante do mundo. Por isso sentem vergonha. O caminho é entender que a maior vergonha foi sentida por Cristo na cruz. Não temos motivos para nos envergonharmos. Muitas outras questões podem ser levantadas. Por enquanto meditemos nessas. Creio que com um pouco de reflexão todos chegarão a conclusão que compartilhar o que Jesus fez por nós aos que também precisam de Cristo deve ser tão natural como as tarefas mais naturais do nosso viver.
Do seu pastor, Sidney Roberto.
29 de março: Usa-me Senhor! (Mas sou eu quem vai dizer como) As Nações clamam... então usa-me Senhor! Esse é o tema da campanha de missões mundiais para esse ano. Que frase desafiante: Nações que perecem nas trevas do pecado clamam pelo conhecimento da verdade que liberta e salva. Que resposta ousada: “Então usa-me Senhor!”. Eu quero ser resposta a esse clamor. Mas será que é exatamente isso que intencionamos dizer? Será que estamos conscientes das implicações de uma resposta como essa nos mais mínimos detalhes de nossa vida? Que mudaria na minha agenda, no meu orçamento, nos meus “sonhos” para o futuro, nas minhas prioridades se eu sinceramente e honestamente respondesse para o Senhor: usa-me? Por experiência própria posso afirmar que não é fácil lidar com essas implicações. Vivemos tão apegados a esse “lar temporário” que somente em raras ocasiões nos lembramos do nosso lar permanente. Juntar tesouros na terra e desfrutar deles quase sempre ofusca nosso coração em quanto a temporalidade deles. E estamos tão ocupados e/ou distraídos em nossa “zona de conforto” de forma que o clamor das nações quase sempre é percebido como um leve sussurro que quase não incomoda. E assim fica fácil dizer para o Senhor como queremos que Ele nos use: “Senhor, aqui está a minha oferta. Isso é tudo que eu posso dar. Também é tudo o que posso fazer. Agora, me dá licença que eu tenho outras coisas para atender. Ah, Senhor, perdoe a nossa insensibilidade. Ah, Senhor, ajuda-nos a ver com os teus olhos e a sentir com o teu coração. Ah, Senhor, ajuda-nos a viver neste mundo como verdadeiros cidadãos dos céus, mas entendendo que por enquanto somos peregrinos a caminho da Cidade Celestial.E ajuda-nos a ouvir o clamor das nações e a responder com o coração e a alma: usa-me, Senhor.
Pr. Alceir Inácio Ferreira Missionário em Botswana, África |
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