
Pastorais Abril de 2009 05 de abril: Melina Nasceu a Melina. Estamos muito felizes. O nome quem escolheu foi a mãe. Em grego o nome significa: cortês, gentil, uma canção. Mas foi o significado do nome em Hebraico que nos atraiu: JARDIM DE DEUS. É uma derivação de Carmelo (o monte). Neste monte localizado na costa de Israel, voltado para o Mar Mediterrâneo, Elias venceu os profetas de Baal. Foi no Monte Carmelo que Elias fez descer fogo dos céus para consumir o exército do perverso rei Acazias. Por isso e por alguns outros episódios importantes, Carmelo tornou-se o JARDIM DE DEUS. Quando olhar para minha filha, imaginarei uma linda flor no “jardim de Deus”. É isso que eu espero. É isso que todo o pai cristão deve desejar: Que seus filhos pertençam a Deus e que sua beleza se veja não apenas nos traços físicos, mas na mente, no Espírito. Todos os crentes pertencem ao “Jardim de Deus”. Pense um pouquinho no que isso significa: Beleza, aroma, crescimento, criação... Como o mundo o observa? Ao olharem para vocês conseguem contemplar a Deus? Sempre que olhar para a minha filha pensarei também em minha própria vida. Eu sou de Deus, faço parte deste “jardim”, sirvo para “embelezar” o jardim de Deus, a Glória de Deus.
Do seu pastor, Sidney Roberto. P.S.: A Melina é linda como o pai.

12 de abril: Uma Páscoa diferente Páscoa é páscoa. Os Judeus comemoram a “passagem”, o dia do livramento do povo de Deus do Egito, quando o Senhor passou por todas as casas no Egito e livrou os israelitas que haviam aspergido sangue de cordeiro nos umbrais de sua porta, como o próprio Deus havia mandado e matou os primogênitos dos egípcios. Para os cristãos, também é simples entender. Era páscoa (a dos Judeus) quando Jesus foi preso, interrogado, crucificado e morto. No domingo de páscoa, Ele ressuscitou. Para nós cristãos, a páscoa tornou-se o tempo de celebrar a morte sacrificial por todos nós e sua ressurreição. Mais um feriado? Creio que não. Há um grande significado memorial em relembrarmos esse dia. Foi o dia de nossa libertação. Os judeus atravessaram o mar vermelho e foram salvos por Deus após a “passagem”. Nós cristãos, tínhamos um imenso abismo entre nós e o nosso Deus. Não tínhamos como alcançá-lo. O que poderíamos fazer para nos redimir de termos trazido o pecado e o mal para o mundo? Mas Deus “jogou” a corda, ou melhor, a cruz. A cruz de Cristo tornou-se a ponte entre nós e o próprio Deus. Para sermos salvos, precisamos atravessar essa ponte, a cruz de Cristo. Para atravessarmos a ponte, precisamos crer que essa ponte existe, crermos em Jesus Cristo, Deus encarnado, crer que ele se faz sacrifício por nós, morrendo em nosso lugar, pagando o preço da nossa culpa, a fim de que pudéssemos vencer esse abismo, a fim de que pudéssemos chegar ao “outro lado” e termos comunhão novamente com Deus, agora, de uma vez por todas. Deste este momento presente, neste mundo, nas alegrias e nas tristezas, até o dia em que não mais estaremos aqui, mas, no “Novo céu e nova terra”, a “Nova Jerusalém”, o céu. Com certeza, todos querem o céu. Todos querem chegar lá. Mas, é necessário “passar”. Atravessar o abismo pela cruz de Cristo. Do seu pastor, Sidney Roberto.

19 de abril: Star Wars, Obama, Cuba & Nossas estratégias Nem sempre as guerras são vencidas pelos mísseis. O famoso personagem da série “Star Wars”, mestre Yoda, afirmou num dos episódios que: “a mente, maior arma é”. Obama, presidente dos Estados Unidos usou-a esta semana. Para por fim a ditadura dos irmãos “Castro”, ao invés de alimentar o embargo cinqüentenário à ilha, permitiu que os cubanos exilados nos Estados Unidos, passeiem em Cuba quantas vezes quiserem, mandem dinheiro para seus patrícios o quanto quiserem, enfim, muito mais que o poder dos mísseis, Obama entendeu que o melhor a fazer é “americanizar” os costumes da ilha. Alguém duvida que esta estratégia vai dar certo? Falando em estratégias, e as nossas? Quando se fala em igreja, claro, falamos de estratégias de evangelização. Aí, defendo a mesma idéia de Obama. “Eles”, “aqueles”, precisam parecer conosco. Aliás, há dois mil anos atrás, ao escolher doze homens para acompanhá-lo 24 (vinte e quatro) horas por dia, Jesus defendeu esta estratégia. Jesus escolheu seus discípulos, tornou-se conhecido deles, investiu TEMPO, foi exemplo, foi modelo, e estes tiveram a responsabilidade de levar a mensagem adiante. Quando Jesus foi para os céus, seus discípulos receberam a incumbência de continuar a tarefa, daí surgiram os cristãos, apelido dado àqueles que, de tão parecidos com o mestre, foram apelidados de “pequenos Cristos”. Que estratégia! Simples, mas trabalhosa. Interessante, custo zero, mas eficaz. Parecermos com Jesus Cristo, termos as mesmas reações que o mestre, pensarmos da mesma forma que o mestre, até ganharmos o mundo inteiro para Ele. Nós, maior arma somos. Planos mirabolantes? Estratégias de guerra? Munição pesada? A Bíblia nos ensina que sermos iguais a Cristo basta para que este mundo se dobre diante do mestre.
Do seu pastor, Sidney Roberto.

26 de abril: A Cabana Acabo de ler o bestseller do momento “A Cabana”. Trata-se de uma “lavação de alma” do autor (Willian Young), de maneira romântica tendo como ponto de partida a história de sua própria vida ou pelos menos fatos reais que marcaram fortemente os seus anos. Na história, o personagem principal encontra-se com a trindade numa cabana. Deus pai, Filho e Espírito Santo travam diálogos com “Mack”. Lógico que um livro como este nos leva à muitas reflexões. Comigo não foi diferente. O livro aborda a questão do sofrimento humano, já bem explorada em outros livros. Mas, porque não repetir a pergunta? “Como pode um Deus tão bom permitir que soframos?” A primeira tendência é de se enraivecer contra Deus, deixando de acreditar em sua soberania e até mesmo existência. Alguns optam por caminho diferente, concluindo que foram excluídos do coração de Deus. Não é incomum ouvirmos frases do tipo: “Deus não me ama". Mas, o que é Deus para nós? Se pensarmos em alguém que existe para satisfazer os nossos desejos concluiremos amargamente que por vezes Ele se esquece de nós. Mas, se pensarmos num plano maior, dentro de nossas possibilidades como seres humanos, será muito mais fácil compreender o agir de Deus de acordo com o que observamos em sua Palavra. Primeiramente trabalhando com a idéia de que Deus só permite o sofrimento dentro de nossos limites. Ele não vai permitir a você mais do que você tenha forças para suportar. Ele não vai exigir que você carrega uma cruz que não possa carregar. Em segundo lugar, considere-se um(a) privilegiado(a) ser trabalhado por Deus. Quando sofremos, o céu trabalha em nossos corações, moldando-nos, como o vaso na mão do oleiro, retirando as nossas imperfeições, curando os pontos fracos. Nessa hora, como vasos, não queiramos pular das mãos do oleiro e nos espatifar na dureza do chão. Continuemos firmes nas mãos do oleiro. Ele não nos machuca. Ele nos molda. Em terceiro lugar, olhemos para a eternidade. Somos imediatistas demais, materialistas demais, fatalistas demais. Deus está trabalhando em nossos corações valores eternos, que não poderão se dissolver com o tempo. Jamais se esqueça que “As aflições do tempo presente não podem ser comparadas com a glória que em nós há de ser revelada” Romanos 8:18.
Do seu pastor, Sidney Roberto.
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